OS 40 MÁRTIRES DE SEBASTIA
"Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada."
Quarenta Mártires de Sebastia.
Eles sofreram num momento em que a fé cristã parecia já ter começado a triunfar sobre o todo o Império Romano, e quando o imperador Constantino o Grande, após ter derrotado muitos dos seus oponentes, tornou-se o patrono do cristianismo.
Foi então nesta época, que Licínio, um dos ex-aliados de Constantino, resistiu à sua autoridade, pois desejava reinar de forma independente.
Licínio, sabendo que o imperador Constantino estava apoiando o cristianismo e, evidentemente, temendo que a simpatia por ele em razão disso pudesse tomar as suas tropas(pois muitos soldados eram cristãos), ele começou a exigir que seus soldados renunciassem a Cristo.
Ao mesmo tempo em que o mundo cristão estava pronto para comemorar o fim da perseguição, os quarenta soldados, que nos conhecemos como os Mártires de Sebastia, foram inesperadamente obrigados a sofrer por Cristo.
Tal coisa, por si só, podemos supor, foi especialmente doloroso para eles, pois a perseguição e o tormento se abateu sobre eles justamente no momento em que eles estavam confiantes em um tempo de calmaria.
Eles então foram primeiro suavemente convidados a renunciar a Cristo, e depois, claro foram ameaçadoramente impingidos a tal renuncia, mas eles, que havia demonstrado tantas vezes a sua coragem no campo de batalha, agora também se portavam corajosamente na sua batalha contra o diabo, permanecendo firmes diante a ameaça.
Havia mesmo um bom número deles: quarenta homens, quase metade de uma divisão do exército romano, que era composta por 100 homens.
Eles foram submetidos a mais terrível tortura : eles foram forçados a caminhar em um lago coberto de gelo, sem permissão para qualquer meio de proteção, nus, desprovidos de vestimentas e calçados.
Eles foram obrigados não apenas a suportar, mas a demostrar toda a capacidade de resistência e paciência.
Eles permaneceram nus durante toda a noite, e tanto para tentá-los quanto para a agravar a sua agonia já sobre-humana , os torturadores armaram uma casa de banho aquecida na margem do lago para que cada soldado pudesse ver que a qualquer momento, qualquer um deles poderia deixar o lago e imediatamente aquecer seu corpo congelado, desde que negasse a Cristo.
Mas todos eles permaneceram firmes, com exceção de um.
Este não conseguiu suportar o sofrimento físico, negou a Cristo, e foi para o balneário, mas chegando as portas da casa de banho caiu morto, e tal é muitas vezes registrados nos ícones.
Pouco tempo depois desse evento, um dos guardas viu que a luz Divina brilhou no céu sobre os soldados que sofriam no Lago Sebaste, e advindo do céu quarenta coroas começaram a descer sobre eles.
Uma coroa, destinada ao soldado que havia renunciado a Cristo, começou a subir de volta para o céu.
Foi então, que um guarda, cujo nome era Aglaius, declarou-se cristão, tirou a roupa e entrou no lago, a fim de sofrer junto com os mártires.
Pela graça de Deus, os soldados permaneceram ilesos, mesmo tendo passado toda a madrugada no lago congelado.
Quando amanheceu eles foram brutalmente assassinados, da forma mais terrível : Seus ossos foram esmagados a marteladas . Assim, cada um deles foi morto.
Os corpos dos mártires foram queimados e os ossos jogados na água.
No dia seguinte, os cristãos, recolheram seus ossos.
Daquele dia em diante o mundo inteiro começou a venerar a memória desses guerreiros, mártires de Cristo.
Você sabe que este é um dos poucos dias de festa que é especialmente celebrada durante a Grande Quaresma, porque nós nos prostramos diante do longanimidade destes homens.
Existem uma grande variedade de tradições dentro da Igreja Ortodoxa. Na Rússia, por exemplo, alguns santos são chamados de "mártires", os outros são chamados de "veneráveis", e outros são chamados de "santos hierarcas", enquanto na Igreja grega todos eles são simplesmente chamado de "santos".
Os russos normalmente chamam aqueles que sofreram por Cristo de "mártires" ou de "portadores da paixão", enquanto os gregos, seguindo a tradição antiga, os caracterizam como "testemunhas", porque acreditam que aquele que sofreu o martírio, mostrando assim uma coragem extraordinária e sobre-humana, é um testemunho vivo da verdade, da confissão de fé

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